Cumprimentando o mundo

Se você já estudou uma outra língua, com certeza uma das primeiras coisas que aprendeu, se não a primeira, foi a cumprimentar as pessoas. “Oi”, “Olá”, “Tudo bem?”, “Bom dia”, “Boa tarde”, “Boa noite” e “Prazer em conhecê-lo(a)” são algumas das expressões mais comuns ensinadas aos alunos, em todos os idiomas.
Porém, nem tudo se resume a palavras. Conhecer a cultura do país que você vai visitar ou observar como se comporta aquele estrangeiro que você acabou de conhecer são atitudes importantes se você quer evitar gafes nesse momento tão importante de interação. Cumprimentos pontuam o início de toda e qualquer relação positiva. É quase um ritual, que conecta o que há de humano entre duas ou mais pessoas e gera empatia.
Você já ouviu falar no Hongi? Hongi é um cumprimento Maori. Os Maoris são os habitantes nativos da Nova Zelândia. O Hongi tem um simbolismo muito bonito. Ele acontece quando duas pessoas se encontram e pressionam a testa e o nariz uma contra a outra. Nesse momento, elas compartilham o “sopro da vida”, ou suas almas. Depois da troca de cumprimentos, o visitante não é mais considerado um forasteiro, mas uma das pessoas da terra, um nativo.
Em outras partes do mundo, também são observados outros cumprimentos curiosos e emocionantes. Na Índia, é comum o Namastê, cuja tradução é “curvo-me perante a ti”. Ao pronunciar as palavras, a pessoa junta as palmas da mão na altura do coração e curva-se ligeiramente. O cumprimento revela um grande sentimento de respeito e significa o reconhecimento da alma de uma pessoa pela alma da outra. Ou seja, se a gente parar pra pensar um significado muito parecido com aquele do Hongi, o que prova o poder arquetípico dos cumprimentos.
Enquanto que em países orientais como o Japão e a Malásia, o distanciamento é uma característica dos cumprimentos, sem que eles percam, contudo, as noções essenciais de respeito, receptividade e afeto; no Ocidente, o contato físico é uma constante que pode variar de reservados apertos de mão em alguns países europeus e norte-americanos, a calorosos beijos e abraços em países latinos.
Mesmo que não haja a intenção de conhecer a fundo outro idioma, aprender os cumprimentos básicos e executá-los pode ser a chave para experiências mais seguras e agradáveis e para a construção de melhores relacionamentos com outras pessoas pelo mundo.