Por que aprender uma nova língua?

Aprender uma nova língua pode ser um processo difícil e às vezes mais lento do que gostaríamos. Não raramente, durante o aprendizado, nos sentimos frustrados e pensamos em desistir. Porém, se persistimos, o resultado é enriquecedor, tanto do ponto de vista material quanto emocional. Vale a pena! A capacidade de comunicar-se bem em mais de um idioma talvez seja um dos dons mais valiosos em nossa sociedade atual.

São cursos, viagens, experiências, oportunidades de carreira, amigos e amores que jamais aparecerão em nossas vidas se não estivermos prontos para interagir com eles. Cada língua diferente aprendida é uma nova ponte para o outro. Outro país, outro modo de vida, outra cultura, outra crença, outro conjunto de valores, outro mundo.

Falar outros idiomas permite conhecer pessoas e percorrer caminhos ainda mais surpreendentes do que aqueles que são objeto de fantasias, leituras e idas ao cinema. E choca a falta de compreensão por parte de muitas pessoas sobre a importância do aprendizado de línguas para as suas vidas.

Imagine dividir uma casa na Alemanha com pessoas de mais de dez nacionalidades diferentes e, ao chegar do trabalho, poder ouvir histórias sobre a Segunda Guerra Mundial contadas por um polonês, tomando uma cerveja e comendo uma massa saborosa feita pelo italiano que mora no quarto ao lado.

Tente lembrar-se de como você se sentiu na última vez que em que teve problema com valores de contas ao ir a um restaurante. Se a situação já é desagradável em seu próprio país, calcule as dificuldades de resolvê-la se você está em Istambul. Porém, pense no alívio, se você é fluente em turco.

Quantas vezes você se viu motivado a aprender algo novo porque a pessoa por quem você se apaixonou simplesmente ama fazer algo que é totalmente novo para você? E se essa pessoa e esse algo novo exigem que você viaje milhares de quilômetros e enfrente aventuras inesperadas em um país de cultura exótica como o Paquistão e língua difícil e completamente desconhecida como o urdu? Você estaria pronto para abrir mão do amor da sua vida por acreditar que é impossível aprender um novo idioma?

Conversar em inglês com um lituano no aeroporto e conseguir alugar um carro, descolar um mapa russo e conseguir que um local te ajude a traduzi-lo para o alemão e chegar são e salvo na Letônia; ir à Irlanda e visitar a cidade de um dos membros da sua banda pop preferida, encontrar o pai dele na rua, bater um papo, conhecer a casa onde seu ídolo nasceu e ganhar um abraço e uma foto autografada; ensinar inglês para crianças na África, falando o dialeto local; morar e trabalhar em Hong Kong, negociando com pessoas e empresas espalhadas por mais de 30 países; tirar da cadeia e mudar a vida de um afegão que se encontrava preso em Manaus há meses simplesmente porque ninguém perto dele conseguia se comunicar em inglês e entender seu pedido de refúgio.

Todas essas experiências são reais, vividas por gente que quis expandir seus limites, suas experiências e seus relacionamentos no mundo. Em comum, a certeza de que aprender os primeiros cumprimentos em um novo idioma era o início de um caminho sem volta, e sem arrependimentos.

Cumprimentando o mundo

Se você já estudou uma outra língua, com certeza uma das primeiras coisas que aprendeu, se não a primeira, foi a cumprimentar as pessoas. “Oi”, “Olá”, “Tudo bem?”, “Bom dia”, “Boa tarde”, “Boa noite” e “Prazer em conhecê-lo(a)” são algumas das expressões mais comuns ensinadas aos alunos, em todos os idiomas.
Porém, nem tudo se resume a palavras. Conhecer a cultura do país que você vai visitar ou observar como se comporta aquele estrangeiro que você acabou de conhecer são atitudes importantes se você quer evitar gafes nesse momento tão importante de interação. Cumprimentos pontuam o início de toda e qualquer relação positiva. É quase um ritual, que conecta o que há de humano entre duas ou mais pessoas e gera empatia.
Você já ouviu falar no Hongi? Hongi é um cumprimento Maori. Os Maoris são os habitantes nativos da Nova Zelândia. O Hongi tem um simbolismo muito bonito. Ele acontece quando duas pessoas se encontram e pressionam a testa e o nariz uma contra a outra. Nesse momento, elas compartilham o “sopro da vida”, ou suas almas. Depois da troca de cumprimentos, o visitante não é mais considerado um forasteiro, mas uma das pessoas da terra, um nativo.
Em outras partes do mundo, também são observados outros cumprimentos curiosos e emocionantes. Na Índia, é comum o Namastê, cuja tradução é “curvo-me perante a ti”. Ao pronunciar as palavras, a pessoa junta as palmas da mão na altura do coração e curva-se ligeiramente. O cumprimento revela um grande sentimento de respeito e significa o reconhecimento da alma de uma pessoa pela alma da outra. Ou seja, se a gente parar pra pensar um significado muito parecido com aquele do Hongi, o que prova o poder arquetípico dos cumprimentos.
Enquanto que em países orientais como o Japão e a Malásia, o distanciamento é uma característica dos cumprimentos, sem que eles percam, contudo, as noções essenciais de respeito, receptividade e afeto; no Ocidente, o contato físico é uma constante que pode variar de reservados apertos de mão em alguns países europeus e norte-americanos, a calorosos beijos e abraços em países latinos.
Mesmo que não haja a intenção de conhecer a fundo outro idioma, aprender os cumprimentos básicos e executá-los pode ser a chave para experiências mais seguras e agradáveis e para a construção de melhores relacionamentos com outras pessoas pelo mundo.

Como aprender uma nova língua se divertindo?

Se a sua ideia sobre aprender outras línguas está relacionada exclusivamente a um contexto de sala de aula, com professor, quadro, cadernos e livros, saiba que essa visão é muito limitada e pode estar sendo um obstáculo para que você conheça coisas diferentes e adquira novas habilidades.
Em qualquer tempo e lugar há oportunidades de aprendizado. Qualquer pessoa com quem você interage é um aluno e professor em potencial. Tendo isso em mente, por que não aprender coisas novas em situações e lugares que fogem do lugar comum? Por que não fazer de um parque, um bar ou café, ou até mesmo um shopping um palco para a aquisição de novos conhecimentos? Com ou sem livros, mas certamente sem as amarras de metodologias engessadas que desmotivam e fazem desistir.
Inúmeras são as experiências que você pode encontrar hoje no mercado de idiomas, desde aulas culturais com refugiados que envolvem dança, música, gastronomia e história, até interação online através de aplicativos com gente de todo o mundo, onde alguém que mora na Alemanha e é fluente em alemão inicia uma conversa com um sul-africano fluente em inglês e, juntos, ensinam e aprendem seus idiomas ao mesmo tempo que dão início a uma grande amizade ou, quem sabe, uma história de amor.
Cada um de nós tem características e necessidades diferentes. Cada um de nós aprende de um jeito diferente. Se é assim, qual o sentido de nos mantermos presos entre quatro muros, em lugares e situações em que o aprendizado é massificado e não respeita nossas individualidades? Por que não experimentar algo novo e poder identificar o que funciona e o que não funciona, fazendo os ajustes que são necessários para que a gente aprenda, de forma leve, divertida e natural?
É o entendimento dessa nova realidade que resultou na greet. A greet é um projeto consolidado em uma plataforma que, tendo professores e alunos como razão de ser, objetiva dar-lhes autonomia para decidirem juntos, sem intermediários, como se dará o processo de ensino-aprendizagem. Através de ferramentas simples e eficazes, a greet permite que professores, com experiências e origens diversas, assumam o controle de suas atividades e do seu tempo, respeitando suas crenças em metodologias que julgam mais adequadas à individualidade de seus alunos e, dessa maneira, permaneçam motivados e motivem os estudantes no processo de ensino-aprendizagem.
A aposta é na troca de experiências e no bom relacionamento como formas enriquecedoras, divertidas e emocionantes de incentivar e promover o desenvolvimento de uma sociedade mais participativa e aberta às questões do mundo.